quarta-feira, 15 de junho de 2022

Mulheres Extraordinárias - Centro de Memória Queixadas

 Texto: Henrique Macedo Fotos: Cida  e Henrique 

Galera reunida na Biblioteca de Perus após visitarem o Centro de Memória Queixadas

Em comemoração aos 60 anos da histórica greve dos trabalhadores Queixadas da Fábrica de Cimento de Perus, realizamos no dia 28/05/2022 uma saída pedagógica no âmbito do projeto Mulheres Extraordinárias, visitando o Centro de Memória Queixadas na Biblioteca de Perus. Nosso enfoque principal foi no papel das Mulheres Queixadas, fundamentais nessa incrível batalha, participando de piquetes, manifestações, etc, em prol da luta dos trabalhadores grevista da fábrica de cimento de Perus.
Aproveitamos também, para circular pelas ruas de Perus, passando em frente o portão da Fábrica de Cimento. Por fim, finalizamos a atividade na Comunidade Cultural Quilombaque, aproveitando a exposição Queixadas Parade e Reemplaca Memória, em homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras da Fábrica de Cimento de Perus.

Quadro em homenagem as Mulheres Queixadas de Perus


Estudantes visitando o Centro de Memória Queixadas 

Grafite em Homenagem ao mestre José Soró, educador popular e agitador cultural das periferias, faleceu em 2019 aos 55 anos. Firmeza Permanente é o lema dos trabalhadores Queixadas da Fábrica de Cimento de Perus

Roda de conversa sobre o Centro de Memória Queixadas, apresentado pela Beth (de verde) e pela Sheila Moreira (de laranja)
Exposição Queixadas Parade na Comunidade Cultural Quilombaque em homenagem aos trabalhadores Queixadas de Perus 

Estudantes observam a exposição Queixadas Parade e Reemplaca Memória em homenagem aos trabalhadores Queixadas de Perus  
Placas com personagens importantes na histórica Greve de Perus

Beth Pedrosa apresentou a biblioteca de Perus para os estudantes

Pintura representando uma reunião dos trabalhadores e trabalhadoras Queixadas 

Centro de Memória Queixadas 
De cima para baixo, Mario Carvalho (advogado dos Queixadas), João Breno ( líder do sindicato), Seu Tião Queixada ( grevista histórico) e José Soró (articulador cultural das periferias), homenageados no Centro de Memória Queixadas
Após as visitas, repassando para os estudantes a atividade final. Ao fundo, grafite do mestre José Soró sob o lema Firmeza Permanente

Após a visita a biblioteca, passamos em frente o portão da Fábrica de Cimento, indo em direção a Comunidade Cultural Quilombaque



Para conhecer sobre o Centro de Memória Queixadas acesse o link abaixo: 

https://cmqueixadas.com.br/

Para conhecer sobre a Comunidade Cultural Quilombaque acesse os links abaixo: 

https://pt-br.facebook.com/quilombaque

https://www.instagram.com/quilombaque/

Para ver mais fotos desse dia histórico clique no link abaixo: 

Fotos Saída Pedagógica Exposição Queixadas de Perus

"O Coro Come na Mata Fechada
O Coro Come na Mata Fechada
Queixada me Ensinou a lutar sem a Espada 
Queixada me ensinou a lutar sem a espada"




















sábado, 11 de junho de 2022

Mulheres Extraordinárias #4 Cacique Jandira "Kerexu" Mãe de Todos

Texto: Henrique Macedo Foto: Doc Cacique Jandira 


Seguindo com o projeto Mulheres Extraordinárias, nossa quarta personagem é a Cacique Jandira, a primeira mulher cacique indígena, liderando desde a década de 1990 a Tekoa Itu no Jaraguá. 


Jandira ficou conhecida pelos guarani como Kerexu - A mãe de todos! 

Atividades desenvolvidas 

1- Apresentamos o site GeoSampa para os estudantes, indicando a Terra Indígena Jaraguá. Assistimos o documentário sobre a Cacique Jandira, realizado em 2011, um ano antes do seu falecimento. 

2-  Separamos os estudantes em grupos de até seis alunos. Entregamos o texto sobre a história da Cacique Jandira publicado na Folha de São Paulo em razão do seu falecimento em 2012. Por fim, entregamos oito questões para serem respondidas pelo grupo. 

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1058134-jandira-augusta-venicio-1934-2012---a-cacique-guarani-mae-de-todos.shtml


Tracejado amarelo indica a Terra Indígena Jaraguá no entorno do Pico do Jaraguá






segunda-feira, 6 de junho de 2022

Mulheres Extraordinárias #3 Ada Rogato

 Texto: Henrique Macedo Foto: Google Imagem 

Nossa terceira mulher extraordinária é a aviadora Ada Rogato, uma das pioneiras nos ares do país.

Ada Rogato com seu avião "Brasileirinho"

Atividades desenvolvidas 

1 - Assistimos um vídeo sobre a história da Ada Rogato e a sua chegada no Rio de Janeiro em 1951 após viajar pela América do Sul. 



2 -  Lemos a história de Ada Rogato no livro "Extraordinárias: Mulheres que Revolucionaram o Brasil", fazendo um resumo e um anagrama em homenagem a aviadora brasileira.

3 -  Aproveitando a notícia dos brasileiros que foram a Áustria participar do "Campeonato de Aviãozinho de Papel"  criamos os nossos aviãozinhos de papel colocando nomes neles, como "Território Jaraguá", "Jaraguá é Guarani" e "Firmeza Permanente" fazendo referência as lutas do território. Em seguida, saímos pela escola para treinar o lançamento desses aviões.


Anagrama em homenagem a Ada Rogato










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#MulheresExtraordinárias #Módulo2022



A Cidade é Nossa - Grafite Espaço Semear

 Texto: Henrique Macedo  Fotos: Derovil, Henrique e Tuwilê 

Como parte do projeto a Cidade é Nossa, no final de 2021, foi desenvolvido com um grupo de meninas do nono ano o Trabalho Colaborativo de Autoria (TCA) Grafite Indígena no Espaço Semear. No trabalho, as estudantes foram auxiliadas pelos professores Tuwilê, Derovil e Henrique.

Numa interdisciplinaridade entre matemática, geografia e as técnicas da arte urbana do Grafite.

Jamile, Raissa, Clara e Camilly estudantes do nono ano no TCA


Segue imagens desse lindo processo.

Dia 1 - Preparação do molde temática indígena

Professor Tuwilê mediando o trabalho

Hora do trabalho

Atenção aos detalhes da Onça Pintada

Dia 2 -  Preparação das pilastras



Circuferência e raio. A matemática presente na prática



Dia 3 -  Cortando o molde

Mariana recortando os moldes para o grafite

Sara, Rayssa, Camilly e Mariana recortando os moldes para o grafite

Dia 4 -  Hora de grafitar

Jamille grafitando

Camilly grafitando

Clara grafitando

Dia 5 - Finalizando os trabalhos 






Ester do oitavo ano também participou

A Cidade é Nossa! 

Resultado Final 

Revive Semear! 

Árvore da Vida! 

Árvore da Vida! 

Onça Pintada

Onça Pintada. Ao redor Grafismo Indígena!

Galera reunida no Espaço Semear

Espaço Semear - ampla área verde da EMEF Estação Jaraguá!


Maracatu na mostra cultural descendo ao Espaço Semear para conferir o resultado final dos grafites 

#GeografizandonaRua  #EspaçoSemear  #ACidadeéNossa



terça-feira, 10 de maio de 2022

A Cidade é Nossa - Quebra Cabeça – Fábrica de Cimento de Perus

Texto: Henrique Macedo  Fotos: Henrique Macedo

Em novembro de 2021, como parte do projeto A Cidade é Nossa, desenvolvemos com os oitavos anos A e B a atividade “Quebra Cabeça – A História da Fábrica de Cimento de Perus”

No dia 14 de maio de 2022 a histórica Greve dos Sete anos (1962 -1969), completa 60 anos do seu início com uma rica programação em homenagem aos trabalhadores Queixadas. Para saber mais clique aqui

Início

Primeiro, dividimos os estudantes em grupos de 5 a 7 pessoas, totalizando o cinco grupos por sala de aula, pois o nosso “Quebra Cabeça” continha “cinco peças”.

A peça

Todo quebra cabeça possui peças. No caso dessa atividade, a peça seria um dos capítulos da história dos Queixadas – os trabalhadores organizados da Fábrica de Cimento Portland – localizada em Perus na periferia noroeste da cidade de São Paulo. Cada grupo de alunos recebeu uma cartolina e uma parte da história da Fábrica de Cimento e das lutas e reivindicações dos Queixadas. Eles tinham que ler o texto, resumi-lo e desenhar na cartolina as partes que consideravam mais importantes.

Material  didático 

Os textos foram retirados do blog do Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus. Eles são divididos em cinco partes:

1 – O Nascimento da Fábrica

2 – A Luta Não – Violenta

3 – Primeiras Greves e o Nascimento dos Queixadas

4 – A Greve dos Sete Anos

5 – Fechamento e Tombamento e novas lutas 


Montando o Quebra Cabeça

A atividade chama-se Quebra Cabeça, porque os grupos não conhecem o texto um dos outros. Possuem acesso apenas ao seu texto. A montagem do Quebra Cabeça ocorre durante a apresentação dos grupos, momento no qual todos tem acesso à história completa da Fábrica de Cimento e dos Queixadas, encaixando as peças finais do Quebra Cabeça. Os trabalhos ficaram expostos no Painel A Cidade é Nossa da mostra cultural da escola. Essa atividade foi inspirada no livro “A Sala de Aula Inovadora: Estratégias Pedagógicas para Fomentar o Aprendizado Ativo” de Fausto Camargo e Thuine Daros


Finalizando

Por fim, na aula seguinte as apresentações passamos dois vídeos para os estudantes.

No primeiro vídeo, tivemos acesso a um depoimento do Seu Tião Queixada, trabalhador grevista na década de 1960, contando a história de luta dos trabalhadores da Cimento Perus.

No segundo vídeo, tivemos acesso ao histórico discurso do pastor luterano Martin Luther King “I Have a Dream”. A luta pacífica dele e de Mahatma Ghandi na Índia foram inspirações para a movimentação dos trabalhadores Queixadas de Perus sob o mote da Firmeza Permanente.

No dia 14 de maio de 2022, a histórica Greve dos Queixadas completa 60 anos! Fica aqui nossa homenagem e respeito a essas mulheres e homens de Perus que lutaram pacificamente pelos seus direitos!

“O Coro Come na Mata Fechada!

O Coro Come na Mata Fechada!

Queixada me ensinou a lutar sem a espada!

Queixada me ensinou a lutar sem a espada!”

PS: Para saber mais acesse os sites abaixo: 

Blog do Movimento pela Reaproriação da Fábrica de Cimento de Perus 


Centro de Memória Queixadas 



Segue abaixo os cartazes confeccionados pelos estudantes dos oitavos anos A e B.

Cartazes: O Nascimento da Fábrica




Cartazes: A luta Não violenta 




Cartazes: Primeiras Greves e o Nascimento dos Queixadas 



Cartazes: A Greve dos Sete Anos 




Cartazes: Fechamento, tombamento e novas lutas 




A Fábrica de Cimento Portland Perus 

#Geografia #FirmezaPermanente