quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Território Jaraguá Especial - Pico do Jaraguá

PAREM AS MÁQUINAS !!!!!!! Essa postagem é muito especial !!! 
No dia 01/09/2018, fizemos com os estudantes dos sextos anos da EMEF Estação Jaraguá o roteiro mais esperado do ano no Projeto Território Jaraguá: fomos ao  Parque Estadual do Pico do Jaraguá !!!



Saímos da escola em direção a rua Lavrinha para pegarmos o ônibus em direção ao Pico do Jaraguá : 



Além de mim, acompanharam o roteiro as professoras Cida, Lúcia e Rosi, a coordenadora Fabiana e os agentes técnicos da educação Talita e João.

Descemos no ponto em frente o Pico do Jaraguá e começamos nosso roteiro especial com um questionamento:

Como nós estudantes e profissionais da EMEF Estação Jaraguá podemos melhorar nosso contato com a população indígena do Jaraguá ?

Com essa pergunta na mente seguimos o roteiro abaixo:


1 – Mapa da entrada do Parque :


Na entrada do parque aproveitamos o mapa para fazer um comentário geral. O Pico do Jaraguá possui quatro trilhas e protege um resquício da Mata Atlântica suas nascentes e animais, além disso existe em seu entorno uma aldeia indígena Guarani.




2 – Casarão Afonso Sardinha - Senzala – Tanque de Ouro 


Paramos então em frente do casarão do bandeirante Afonso Sardinha. Nele a professora Cida deu uma aula de história do Brasil falando sobre o período colonial e a questão da escravidão da população negra que infelizmente formou nossa sociedade. Nesse lugar temos uma senzala que infelizmente está fechada para visitação;



Ali próximo existe um tanque de ouro. Nele a professora Cida comentou sobre o ciclo do ouro no Brasil e o roubo dessa nossa riqueza por parte da coroa portuguesa. No fim das contas ela foi parar na Inglaterra, potência econômica da época coma qual Portugal possuía muitas dívidas.



3 – Auditório Jéssica Herculano – Entrada da Trilha do Silêncio 

Fomos então para a entrada da Trilha do Silêncio. Esta trilha é adaptada para pessoas com algum tipo de deficiência. Aqui também está localizado o Auditório Jéssica Herculano Nunes. Esta garota possuia a rara Sindrome de Wilians. Sua mãe lutou de todas as formas democráticas para que ela tivesse acesso a escola regular obtendo sucesso. Atualmente,vivemos a ampliação das vagas na escola regular para as pessoas com algum tipo de deficiência, algo fundamental para se combater o preconceito e fazer valer o direito a educação..


4 – Trilha do Pai Zé 

Começamos então nossa caminhada rumo ao topo do Pico do Jaraguá pela trilha do pai Zé , ,antiga rota de fuga de pessoas escravizadas. Questionamos os estudantes antes da subida como podemos ter um contato melhor com a etnia indígena Guarani que mora em na aldeia ao redor do Pico do Jaraguá. 

Durante a trilha paramos para comentar sobre os líquens que indicam a qualidade do ar, o processo de fotossíntese e as características principais da Mata Atlântica -árvores de médio e grande porte que produzem sombra e umidade e grande variedade de animais e plantas.
Na entrada da Trilha do Pai Zé ! Mais livros menos armas ! 




5 – Topo do Pico 

Após a refrescante caminhada chegamos ao topo do Pico do Jaraguá com seus 1.135 metros de altitude em relação ao nível do mar.. Lá em cima fizemos um pequeno exercício de descrição de pontos de interesse da paisagem e localizamos a nossa escola! 





Marcada de vermelho na Paisagem a EMEF Estação Jaraguá vista do topo do Pico 















6 – Topo do Pico 

Ainda no topo do Pico paramos para um pique nique. Antes de voltarmos para a trilha fizemos uma brincadeira indígena do povo Kalapalo do Xingu que pode ser vista no vídeo abaixo.





7 -Encerramento 


Retornamos a entrada do parque. Fizemos uma revisão sobre o que foi visto e fomos para o ponto de ônibus para retornar a escola.


Atividades 


As atividades a serem desenvolvidas serão as seguintes:

1 - A professora Tati da sala de informática irá provocar junto com os estudantes cinco candidatos a governador a se posicionarem quanto a uma visita monitorada a casa do Afonso Sardinha e a senzala para conhecermos melhor a história do nosso país;

2 - Dia 29/09/2018 iremos ao CEU Vila Atlântica participar do evento O CEU é Noiz participar do Debate Jovem.

3 - Em novembro iremos fazer na escola durante a mostra cultural uma Oficina de Fotografia com fotos tiradas pelos estudantes que participaram da Oficina de Fotografia com o Wesley Diego;

4 - E buscaremos responder a pergunta que foi feita na entrada da Trilha do Pai Zé. Afinal o Jaraguá é Guarani !. 

Participaram dessa saída pedagógica os seguintes estudantes: 

Sexto A
1. Cailane
2. Giovanna Alves
3. Juan
4. Juliana Desirre
5. Kauê Souza
6. Laura Mota
7. Marcos Vinicius
8. Maria Eduarda de Moura
9. Rayssa
10. Sofia de Oliveira
11. Thalita
12. Yuri 
Sexto B
1. Allan
2. Ana Karoline
3. Ana Laura
4. Bianca Oliveira
5. Camilla S.
6. Camilly
7. Clara
8. Diana Thayna
9. Emilly
10. Érika
11. Ikaro
12. Jamilly G.
13. José Issac
14. Mariana Teles
15. Nicoly Rodrigues
16. Pedro Henrique
17. Yara Vitória
18. Yasmin
19. Ygor
Sexto C
1. Anahi
2. Byanca Moura
3. Giovanna Paixão Roque
4. Jennifer Amaral
5. João Victor
6. Mariana Leite

Agradecemos a gestão escolar (Diretor Robson e os Assistentes de direção Renato e Sandra) que facilitaram imensamente o processo para a saída pedagógica. E aos profissionais citados lá em cima que nos acompanharam nessa caminhada especial do Projeto Território Jaraguá ! Abraços a todos e todas! 

No link abaixo temos mais fotos desse dia especial: 


domingo, 16 de setembro de 2018

Primeiro Sarau Literário Jaraguá



Aconteceu na EMEF Estação Jaraguá no último dia 15/09 o primeiro Sarau Literário Jaraguá.

Ele foi registrado no blog do curso " O blog e o uso de mídias sociais na escola".

Segue abaixo o link. Boa leitura :

Primeiro Sarau Literário Jaraguá


domingo, 2 de setembro de 2018

Setembro no Blog Oficina Geográfica !

Abrimos esta postagem com uma frase do célebre comunista italiano Antônio Gramsci:
Esse sentimento Gramsciano move o blog Oficina Geográfica!! Assim sendo segue abaixo um resumo das futuras postagens que serão feitas nesse mês de Setembro:
  • Trilogia do Lixo: Complementando a postagem sobre o Ecoponto, postaremos em breve o relato das saídas pedagógicas com o oitavo ano C e demais estudantes a Central Mecanizada/Estação de Transbordo e ao Aterro Sanitário de Caieiras formando assim a incrível Trilogia do Lixo!!!
  • Jogo do País com o sétimo ano A chegou ao fim. Em breve, duas postagens relatarão primeiramente o processo criativo de confecção dos países por parte do sétimo ano A e o processo eleitoral que envolveu os sextos anos A, B e C e o oitavo ano C;
  • Ainda no sétimo ano A encontra-se em desenvolvimento a dinâmica participativa do Tribunal do Júri. Será que os réus Carlos, Eric e Pedro Henrique serão absolvidos ou culpados pelo “crime” de plantar batatinha no Semear ? Em breve teremos essa resposta !
  • TERRITÓRIO JARAGUÁ: Parem as máquinas !!!! O último sábado de reposição de aula foi incrível. Ocorreu no âmbito do Projeto Território Jaraguá o roteiro especial Pico do Jaraguá, com a participação de 35 estudantes dos sextos anos ! Em breve, relato especial sobre essa Trilha de Aprendizagem!!!
    Primavera vem aí. Apesar do inverno, Agosto deixou vários frutos que em breve serão devidamente relatados no blog Oficina Geográfica !
Abraços e até breve !!!


Foto da  minha primeira aula na EMEF Estação Jaraguá -26/07/2017

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Oficina de Fotografia – Espaço Semear


No dia 28/08/2018 terça feira a EMEF Estação Jaraguá recebeu a visita do fotógrafo Wesley Diego para a segunda parte da Oficina de Fotografia. Nela os estudantes assistiram um pequeno vídeo do mundialmente famoso fotógrafo Steve McCurry apontando nove dicas de composição da foto.
Após essa explicação partimos para o espaço mais agradável da escola: o Semear!


Nele os estudantes tiraram diversas fotos observando a composição e a luz para a obtenção de um melhor resultado.



No sábado dia 01/09/2018 faremos um roteiro especial no Projeto Território Jaraguá. Visitaremos o Pico do Jaraguá sendo os participantes da Oficina de Fotografia os responsáveis por fotografar o roteiro para uma futura exposição na escola.

No link a seguir você pode ver mais fotos desse dia :




E no próximo link você pode ler sobre a primeira parte da Oficina de Fotografia realizada no Cambuci: 


Abraços e até breve !

"Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil ! "


domingo, 26 de agosto de 2018

O Jaraguá é Guarani


Hoje dia 26/08/2018 rolou no Parque Pinheirinho Dágua o CasarãoArteLivre – Agosto Indígena. Esse evento ocorre uma vêz por mês no Casarão do parque e é organizado pelo ColetivoOcupa Pinheirinho. Contou hoje com diversas apresentações e a fala da liderança indígena Guarani Sônia Barbosa. Segue um resumo do que foi dito:
Sônia Barbosa liderança indígena
Comentou sobre as lutas da aldeia indígena e que vem acontecendo uma união surpreendente com os não brancos. Por exemplo, eles recebem um grande apoio dos Racionais Mcs. Ela comentou sobre a presença do Dj Kl Jay no festival que ocorreu no mês de abril no Pico do Jaraguá. Existe também o apoio do Sombra do CNJ e do grupo de rap RZO, entre outros.
Dando continuidade a sua fala Sônia Barbosa comentou sobre o processo de demarcação das terras Guarani do Jaraguá que está em Brasília, além da ameaça da PEC 215, que visa transferir para o congresso a demarcação das aldeias e a ideia do marco temporal contida em alguns projetos de lei que visam limitar até 1988 a data a ser vista no processo de demarcação das terras indígenas, desconsiderando a condição nômade e o retorno a terras que pertenciam a populações indígenas, mas que por algum motivo tiveram que se retirar delas. Ou seja, caso essa lei seja aprovada passa a valer apenas as terras indígenas que estavam ocupadas antes de 1988, o que afetaria muitos grupos indígenas que com a redemocratização buscaram retornar as suas terras originárias. Ela também comentou sobre a situação das minorias periféricas no país que sofrem com a violência policial e a discriminação, como o povo negro e a população LGBT.

Ela apontou a importância do rap que produz uma ligação com a população negra, lembrando que ambos, índios e negros sofreram com a escravidão. Para ela o próximo governo deve ver as diferenças com respeito. Finalizou sua fala agradecendo a presença de quem esteve no evento.


Batizado e Música Nova
Após a fala da liderança indígena Sônia, o punk Fofão comentou sobre o batizado que lhe fizeram na aldeia indígena. Ele é fundador do Espaço Cultural Libertário Fofão Rock Bar, onde todas as lutas sociais da região tem espaço. Diversas discussões ocorrem no Sarau Segunda Negra, sendo a questão indígena uma delas. Por sua integração com os Guarani da região, Fofão foi batizado na aldeia.
E por fim, o evento foi finalizado com a cantora de rap Guarani Katú Mirim  que no final de sua apresentação estreou uma música nova.
Abraços a todos.
E lembrem-se o Jaraguá é Guarani.




sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Oficina de Fotografia


No dia 21/08/2018 nove estudantes do sexto ano participaram da primeira parte da Oficina de Fotografia com o fotógrafo Wesley Diego Emes numa antiga escola desativada no Cambuci. Atualmente este lugar é ocupado por artistas do graffiti, fotografia, etc, que aproveitam o espaço para fazerem seus trabalhos dando uma função social1 a esse prédio.

Existiam três vagas para cada sexto ano, sendo contemplados por sorteio os seguintes estudantes: 6° ano A Marcos, Rayssa e Yuri. 6° ano Allan, Danilo e Érica. 6° ano C Gabrielly Maria, Giovana Paixão e Sara.
Elas e eles tiveram a oportunidade de aprender com o Wesley um pouco mais sobre questões relacionadas a luz para uma melhor qualidade na fotografia, entre outras questões. Está previsto para dia 28/08/2018 uma segunda parte da Oficina de Fotografia na EMEF Estação Jaraguá. Nesse dia Wesley irá ensinar aos estudantes selecionados um pouco mais sobre técnicas de fotografia, além de fotografarem o Espaço Semear. Por fim, no dia 01/09/2018 como programação especial do projeto Território Jaraguá iremos com os sextos anos ao Pico do Jaraguá, sendo os (as) estudantes da oficina os responsáveis por fotografar essa saída pedagógica para uma futura exposição na escola.
Agradeço a colaboração da Sandra assistente de direção que fez o contato com o Wesley. Agradeço a professora Cida que nos acompanhou nessa oficina e agradeço ao Wesley pela qualidade da oficina oferecida aos estudantes. O trajeto foi feito de trem, metrô e a pé com calma e tranquilidade. 




Segue no link abaixo mais algumas fotos do dia:


Para saber mais sobre o projeto Território Jaraguá leia os links abaixo: 



Abraços e até breve ! 














1Artigo 5° da Constituição Federal Inciso XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Mesa Redonda: Lutas e Conquistas Populares



 Comemoração de dois anos do  IF SP- Campus Pirituba Noroeste com: 

José Soró – Coordenador da Comunidade Cultural Quilombaque em Perus
Miguel Gomes Lima- Membro da coordenação da união dos movimentos de moradia de São Paulo
Helena Cardoso – União dos Movimentos Populares de Saúde
Vanderley Egidio – Integrante do Mocupija – Movimento Cultural Pirituba Jaraguá
Sandro Baal Demary -Diretor do Teatro Silva


Na primeira semana de agosto o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia – Campus Pirituba, ou como diz os movimentos sociais Campus Noroeste, completou dois anos de existência. A programação de comemoração contou com diversas atividades. Tive a oportunidade de acompanhar uma delas: a mesa redonda lutas e conquistas populares. Segue abaixo um resumo do que aconteceu nela.

Abertura

Na abertura Cynthia diretora do Campus contou um pouco a história do campus Pirituba explicando a definição do dia 08 de Agosto de 2016 como o momento de inauguração, pois foi quando chegaram os(as) primeiros (as) estudantes. Foi uma inauguração acelerada pois a conjuntura da época era nebulosa (Processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff).
A diretora coloca como principal objetivo da mesa redonda dar voz aos movimentos sociais que lutaram pelo Campus do Instituto Federal da região noroeste de São Paulo, abrangendo os distritos de Brasilândia, Pirituba, Jaraguá e Perus, além das cidades de Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato.
A partir da semana que vem Francisco assume como diretor do campus Pirituba animado com a trajetória do campus. Ele possui cerca de 1800 alunos, sendo pelo menos 580 alunos fixos e os demais dos cursos de curta duração. Francisco foi eleito diretor do Campus Pirituba-Noroestei com 75% de votos numa eleição que contou com alta participação dos estudantes do campus: 75% de votantes.
Na mesa da esquerda para a direita: José Soró, Miguel Gomes, Helena Cardoso,Vanderley Egidio e Sandro Baal Demary

Resumo da fala dos integrantes da mesa 

José Soró
Abrindo a fala dos movimento populares José Soró comentou sobre as dificuldades de se entrar na faculdade antigamente. Em seguida, relembrando suas experiências com a população de rua, jovens, etc. Soró comentou sobre o quão violenta é a sociedade brasileira, lembrando que de cada dez jovens assassinados sete são negros, constituindo-se um verdadeiro genocídio da população preta, pobre e periférica.
Assim sendo, surge no ano de 2005 em Perus, periferia noroeste de São Paulo, o Movimento Cultural Quilombaque, constituindo-se num verdadeiro quilombo de resistência através da arte e da cultura para enfrentar o genocídio da juventude negra.
Com essa ideia, os integrantes do Quilombaque resolveram formar artistas com o objetivo de gerar trabalho e renda na periferia. Além disso, aumentar o universo imaginário e o repertório cultural dos jovens é um dos objetivos do Quilombaque.
Buscando parcerias, durante cerca de 3 anos o Quilombaque criou junto da FAU / USP uma universidade livre e colaborativa que acabou resultando na ideia do Território de Interesse da Cultura e da Paisagem Jaraguá Perus (TICP/JP) inserido no Plano Diretor da Cidade de São Paulo, invertendo a lógica do desenvolvimento/planejamento urbano.
Com esse instrumento jurídico em mãos as ações do Quilombaque buscam as potências dos sujeitos periféricos através da arte, cultura e memória para construir uma identidade com o lugar.
Ocupações culturais diversas surgem desse trabalho apoiados pelo Quilombaque, como por exemplo a Ocupação Canhoba do Grupo de Teatro Pandora e a Casa do Hip Hop no Recanto dos Humildes.
Soró pontua bem que fazer esses movimentos é um ato político de enfrentamento !
“- Se vc não cabe em nenhum lugar, vc cabe lá.” (No Quilombaque).
Finalizando sua fala Soró comenta que pensar uma economia edificante através da cultura e meio ambiente são vitais para gerar trabalho e renda. Dessa forma, a partir do dia 24 de agosto será inaugurada em Perus a Agência Queixadas para gerar trabalho e renda através do turismo e da gastronomia .

Miguel Gomes
Começando sua fala Miguel resgata a história do Instituto Federal Campus Pirituba Noroeste. Primeiramente ele seria na Brasilândia, depois na Fábrica de Cimento em Perus, posteriormente na Avenida do Anastácio e por fim chegou-se ao número 951 da Avenida Mutinga.
Essa luta começa pelos idos de 2009 para a construção do Instituto Federal da região Noroeste. Um abaixo assinado com cerca de 10 mil assinaturas é entregue ao então Ministro da Educação Fernando Haddad que se compromete a construir o campus, desde que a prefeitura de São Paulo disponibilizasse o terreno.
Prosseguindo sua fala, Miguel relembra e homenageia três lutadores da causa que nas suas palavras “Já não estão entre nós” : Fernando Ferreira, Isaias “Batatinha” e Padre Leno. Descansem em paz !
Dessa forma os movimento da região pressionam o prefeito Gilberto Kassab para que se viabilizasse algum terreno para a construção do Campus Noroeste, porém não obtem sucesso. Em 2012, Fernando Haddad é eleito prefeito, reabrindo-se o diálogo com os movimentos sociais da região, garantindo-se assim o terreno da Avenida Mutinga em Pirituba para construção do Campus Noroeste. Ótima localização, próximo da estação de trem Pirituba e do terminal de ônibus Pirituba.
Seguindo na pressão dos movimentos sociais da região, o campus é finalmente inaugurado em agosto de 2016 começo do golpe.
Em suma a luta da igreja e dos movimento sociais foram essenciais para a construção do Campus Pirituba Noroeste. Miguel finaliza sua fala com a seguinte frase:
“ - E o equipamento é do povo e aberto para o povo, assim que deve ser! “

Helena Cardoso
A morada da Parada de Taipas Helena começa sua fala comentando sobre a dificuldade para se estudar na década de 50, pois no bairro de Parada de Taipas existiam apenas duas salas de aula e o exame de admissão para a quinta série existia apenas em Perus.
Prosseguindo sua fala, ela comentou sobre as dificuldades e lutas para se obter os equipamentos básicos na periferia, como asfalto, luz, esgoto, escolas, hospitais, etc. Comentou também sobre as lutas por educação que culminaram na construção das escola Humberto e Raúl Pompeia, atendendo a demanda da região. Pontuou também a importância dos Ceu’s (Centro Educacional Unificado) como importante conquista da região. E finalizou sua fala comentando que o Instituto Federal é a maior conquista.

Vanderley Egidio

Vanderley é integrante do Mocupija ( Movimento Cultura Pirituba Jaraguá). Abriu sua fala comentando sobre a necessidade de se registrar o encontro. Em seguida, pontuou sobre a provocação contida no nome Mocupija, intencionalmente de sonoridade indígena.
Comenta sobre as lutas culturais da região. Pautar o governo sobre as necessidades da região.
O Mocupija começa em 2011/ 2012. Seu objetivo é o de inserir a região Noroeste no mapa cultural da cidade de São Paulo. No ano de 2014 realizam intervenções em espaços públicos, como praças, parques e CEU’s da região.
Em 2016 ocupam o espaço anexo da Biblioteca Brito Broca em Pirituba com diversas atividades culturais, pautando o poder público da necessidade de recuperar esses espaços.
Por fim, finaliza sua fala apontando a insegurança jurídica que envolve a situação dos espaços ocupados com arte e cultura, como o espaço da Brito Broca, mas que ainda não são regularizados pelo poder público.

Sandro Baal Demary
Sandro é diretor do Teatro Silva. Abriu sua fala comentando que o foco específico da sua atuação é trabalhar com jovens de escolas públicas. Comentou também que é inerente ao teatro a relação de interação entre artista e público.
Prosseguindo, provocou os estudantes do Campus Pirituba Noroeste a se conhecerem, para assim superarem o medo de se organizarem enquanto coletivo tendo em mente que os funcionários públicos e gestores é que devem trabalhar para a gente!

Perguntas
Foram feitas por parte do público perguntas para os integrantes da mesa redonda sobre a ditadura militar, se Fernando Haddad será o próximo presidente do país e sobre dialogar com o poder público independentemente da gestão que estiver no poder.

Respostas

José Soró comentou sobre a necessidade na democracia do cidadão ser ativo e participante e o que o movimento cultural das periferias vem criando e inovando, sendo a pressão popular pela Lei de Fomento a Cultura nas Periferias um grande exemplo de atuação democrática.
Ocupação Brito Broca.
Miguel comentou que defender a ditadura militar é pura a ignorância. Relembrou a vala comum no cemitério de Perus. E comentou também que atualmente vivemos uma Ditadura Branca por que o governo não faz investimento na educação, podando as novas gerações de um futuro. Sobre Fernando Haddad presidente, comentou que o plano A é um só: Lula e que o STF deve fazer valer a justiça, pois o ex presidente foi condenado e preso injustamente sem provas.
Vanderley apontou que independentemente da gestão, o movimento social deve “guardar sua ideologia no bolso” e lutar pelo diálogo.
Helena comentou que a ditadura era horrível e que devemos lutar para que ela nunca mais volte a existir.
Soró comentou sobre a difícil identificação das ossadas da vala comum de Perus na qual foram jogadas pessoas mortas por execução e crianças mortas por uma crise de meningite que não foi divulgada na época da ditadura militar.
A diretora Cynthia comentou sobre a necessidade de organizar as demandas para que os gestores desenvolvam as políticas públicas que a população deseja.
José Soró comentou sobre o TICP solicitando que os conhecimentos saiam da universidade e dialoguem com os espaços da cidade.
Em outra rodada de perguntas uma participante cobrou um intérprete de libras para um estudante da instituição, obtendo como resposta da diretora Cynthia que o Instituto Federal vem constantemente cobrando o Ministério da Educação para que essa contratação seja realizada.
Um participante com uma camisa do Lula cobrou a necessidade de se registrar o encontro com algum equipamento de filmagem. Relembrou também as raízes indígenas Guarani da nossa região, afinal o Jaraguá é Guarani!
Por fim, finalizando a mesa redonda a diretora relembrou um pouco sobre a necessidade de passarmos de consumidores de conhecimento para produtores de conhecimento dando - se um salto de qualidade no desenvolvimento do país.
Conclusão
A mesa redonda luta e conquistas populares muito contribuiu para minha formação demonstrando que a classe trabalhadora deve se organizar e lutar para que obtenha seus direitos.




iAdotarei a nomenclatura Campus Pirituba Noroeste, pois os movimentos sociais que lutaram pela sua construção abrangem e adotam a região Noroeste de São Paulo como nome do campus. E Pirituba por ser o nome oficial. Assim juntei Campus Pirituba Noroeste, mas espero que em breve o campus mude de nome para Campus Noroeste, região com diversas lutas populares na cidade de São Paulo.